Vereadores podem derrubar veto de Japonês em reajuste de IPTU

Prefeito quer cobrar de todos, sem exceção. Câmara não aceita

Prefeito defende o arrocho e não abre mão de cobrar mais

Fontes da Gazeta Amazônica confirmaram a pouco que a câmara de vereadores do Município de Vilhena poderá derrubar o veto do prefeito Eduardo Japonês (PV) no projeto do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) aprovado recentemente na casa de leis e que vai arrochar ainda mais o contribuinte.

A informação é tratada com cautela pelos parlamentares, mas pessoas ligadas à casa de leis garantiram que está avançado o interesse dos vereadores em “melar” o interesse do prefeito.

O vereador Rafael Maziero (PSDB) havia conseguido emplacar uma emenda no projeto proibindo a cobrança do IPTU progressivo pra quem tem apenas um lote na cidade. A proposta passou com facilidade na casa, mas Japonês “bateu na mesa” e vetou a proposta.

De acordo com cálculos feitos por especialistas em imóveis, o reajuste do IPTU proposto pelo prefeito Eduardo Japonês é uma faca na garganta do contribuinte. Isso porque a partir de 2019, as alíquotas das tabelas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) utilizadas para a cobrança do imposto já serão reajustadas em R$ 50% para o valor venal do imóvel.

Ou seja: se sua casa vale R$ 120 mil, o valor cobrado de IPTU a partir do ano que se aproxima será de R$ 50% sobre o valor venal, logo, R$ 60 mil. Em suma, o contribuinte terá que pagar 0.4% de IPTU sobre o valor venal. Dentro de dois anos, o morador vilhenense irá pagar tabela cheia aos cofres do município. No caso do exemplo em tela, o valor de 0.4% será sobre o valor total do imóvel.  

É possível, ainda, que haja uma sessão extraordinária para derrubar o veto do prefeito, uma vez que a casa de leis está em recesso. A queda de braço entre legislativo e executivo a respeito do IPTU ainda está longe de acabar.