Cooperativismo ganha cada vez mais espaço no cenário econômico rondoniense

Ivanildo Maia (dir,) em pesquisa de campo sobre expansão do cooperativismo na região central do estado

Vários setores do estado comportam a cultura do cooperativismo, que proporciona crescimento e respaldo nas atividades desenvolvidas

O cooperativismo de um modo geral vem ganhando cada vez mais espaço no estado de Rondônia. O conforto, a rapidez e principalmente os resultados são os fatores preponderantes para a consolidação da cultura cooperativista no Estado. Em conversa com o Gestor de Projetos, que atuou na equipe de estudos do Banco do Povo para fomento de crédito na região da grande Ouro Preto – centro do Estado – explica que as cooperativas têm papel de fundamental importância na fase que o Estado está vivendo.

Ele explica que as cooperativas são uma ação de união de muitos em busca de um potencial, e por se tratar de um sistema de fácil compreensão torna-se uma porta aberta para manter o giro econômico e comercial dentro das cidades. “Ele atrai até mesmo os que não querem relações com banco”, explica.

O especialista conta, ainda, que as cooperativas conseguem proporcionar um atendimento diversificado à sociedade, desde fomentar parcerias no campo, passando pela portabilidade de salários de funcionários públicos e até mesmos aposentados e pensionistas. “Esta é uma boa estratégia de manter os beneficiados nas cidades, já que o comércio sofre com o êxodo econômico por falta de estrutura e conforto, segurança e dinheiro em caixa para pagamento”, defende.

Maia, que é morador do município de Vale do Paraíso, explica que em cidades pequenas como a que mora, há inúmeras reclamações das agências bancárias tradicionais principalmente por problema de dinheiro em caixa. “Chega a ser humilhante. Há relatos que o giro comercial é dependente apenas de pagamento de boletos e assim se espera juntar dinheiro na agência para pagar os que estão ali para receber. Claro que não fica 10% dos que precisam do serviço bancário nesta situação, causando assim o êxodo comercial”, exemplifica.

O Gestor de projetos diz que as cooperativas estão a quilômetros a frente dos bancos tradicionais nas cidades fora do eixo de BR, principalmente na região central “tanto em conforto de atendimento e segurança, como no giro comercial em caixa”, diz. O problema, segundo ele, é a falta a falta de um trabalho que garanta cobertura das necessidades de cada local.

Outro segmento do cooperativismo defendido pelo Gestor de Projetos é o cooperativismo agrícola. De acordo com ele, esta proposta, de uma forma geral, tem ganhado papel de destaque, tendo em vista que, através das Cooperativas, os pequenos agricultores têm tido mais oportunidades de competitividade no mercado agrícola, recebendo incentivos do Governo através de programas que fornecem subsídios para capacitação técnica e educação. “Desta forma, seguindo os princípios do Cooperativismo, são incentivados a buscarem informação e treinamento para seus sócios e membros da comunidade, promovendo por meio da educação e capacitação o desenvolvimento da sociedade em que se insere”, arremata.