PC não acredita em legítima defesa no caso de João Cardoso

Vingança teria motivado o crime.

A Polícia Civil de Vilhena, após investigar uma morte ocorrida em dezembro de 2018, na área rural indiciou por homicídio doloso o suspeito João Carlos Velascos Alves, de 21 anos.

O crime aconteceu no dia 18 de dezembro, na linha Eixo 04. Um tio do suspeito foi quem encontrou o Corpo caído nos fundos de uma chácara que pertencia à própria vítima, identificada como João Cardoso, que apresentava um corte de faca bem próximo da nuca.

Dois dias após o crime, o suspeito se apresentou à polícia, alegando que teria agido em legítima defesa. Após ser ouvido João foi liberado, porém, durante as investigações foi pedida a prisão preventiva do mesmo.

Na versão do suspeito, a vítima estaria lhe devendo certo valor, João disse aos investigadores que teria trabalhado para a vítima e não recebido as diárias, e ao tentar receber de Cardoso, este teria lhe atacado com uma faca.

Segundo o delegado Núbio Lopes de Oliveira, titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, há fortes indícios de que João não teria matado o “xará” em legítima defesa.

Soube se que dias antes, um casal teria ido até a chácara do tio do suspeito fazer uma visita. O suspeito então teria saído com o carro das visitas sem autorização, e quando os donos começaram a procurar o veículo, passaram pela propriedade de João Cardoso.

João Cardoso, a vítima, teria relatado aos proprietários do veículo que viu João Carlos saindo com o veículo. Eles não sabiam, mas após sair com o veículo João Carlos havia se envolvido em um acidente. O casal de visitantes, acabou registrando um boletim de ocorrências relatando o furto.

Após o ocorrido, o suspeito teria agido para se vingar de João Cardoso, por ele ter dito que o viu passar com o veículo. Em coletiva de imprensa, o delegado relatou também que o tipo de serviço em que o suspeito trabalha (pintura), não condiz com a realidade da vítima, que fazia serviços rurais.

Assim, o suspeito passa a ser indiciado por homicídio qualificado, a qualificadora seria o motivo torpe.

Fonte: Gazeta Amazônica