Eduardo Japonês: o discurso do candidato desmente a pratica de prefeito

Enquanto candidato, fez e falou tudo o que as pessoas queriam ouvir; agora prefeito, adotou o autoritarismo e faz o contrário do que pregou em campanha

O brasileiro tem na classe política um baixo índice de confiança devido ao histórico de “promessas não cumpridas”, assim tem sido ao longo das eleições que sucederam o regime militar. Tantas frustações, deficiências gritantes em áreas fundamentais para que a nação seja próspera, fez com que os eleitores brasileiros ensaiem uma reação: votar naquele candidato que represente a “mudança”.

O atual prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês (PV) foi candidato em 2016, e acabou derrotado, porém com a determinação da justiça para uma eleição suplementar em 2018, novamente se candidatou vindo a ser vencedor do pleito. O perfil do então candidato Eduardo Japonês, representou a aspiração de mudanças na gestão pública local, uma vez que até aquele momento nunca havia ocupado cargos públicos.

Como candidato, não mediu esforços para se aproximar das pessoas

Empresário rico, afirmou durante suas campanhas que em Vilhena faltava gestão, “dinheiro tinha”, bradava. Sete meses de administração foram suficientes para abater a desilusão em boa parte de quem acreditou numa administração realmente diferente com o Japa no comando.

Eduardo como candidato afirmava que a prefeitura de Vilhena tinha dinheiro, porém faltava gestão, mas antes de completar meio ano de mandato aumentou exponencialmente o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a Contribuição de Iluminação Pública (COSIP), além de permitir que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) reajustasse a tarifa de água.

O então candidato Eduardo Japonês teve como plataforma de campanha o combate ao nepotismo e diminuição dos cargos comissionados, porém nos primeiros meses como prefeito, mudou a lei que era vigente sobre a vedação de contratação de parentes de agentes políticos ou públicos, quanto aos portariados manteve o mesmo quantitativo da administração anterior, número que orbita a casa de 500 portariados.

Eduardo Japonês candidato, falava que o eleitor deveria votar em candidato ficha limpa, entretanto, passado menos de meio ano já estava às portas da Câmara de Vereadores querendo flexibilizar a lei do ficha limpa para cargos públicos e políticos no município, porém a pressão popular e a rejeição ao intento do prefeito por parte dos vereadores, a exemplo do Vereador Carlos Suchi (Podemos), fizeram o prefeito retirar o projeto.

Como prefeito, Japonês aumentou impostos, tentou ajustar lei da Ficha Limpa e adota o autoritarismo como ferramenta de comando

Eduardo Japonês enquanto pedia votos, apresentou como trunfo determinante para sua vitória, a parceria com a vice, dona Maria José da Farmácia (PSDB), mulher, empresária, ex-vereadora respeitada no município. Em campanha dizia que a vice teria espaço, o ajudaria “fazer uma Vilhena melhor”. Entretanto, com Eduardo Japonês prefeito a vice dos sonhos para muitos vilhenenses, não tem passado de uma figura decorativa, com poucas atribuições, travada em sua atuação pelo autoritarismo do colega de chapa, segundo comentam assessores próximos.

É muito comum “jogar pra torcida” durante as campanhas eleitorais a fim de angariar votos suficientes para se vencer o pleito. O problema de falar apenas o que o povo quer ouvir é que depois de eleito tem que se cumprir o que diz.

Fotos: Divulgação

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