Empresas paralisam serviço de transporte até nova rota ser estabelecida; trecho de barro é uma das alternativas

Novo trecho pode aumentar o trajeto em 200 km

Volume de chuva somado ao grande número de veículos que passa pela rodovia – se desviado – poderá causar estragos ainda maiores

Empresas de ônibus confirmaram a pouco que os veículos em deslocamento à capital (e sentido oposto) irão ficar nos terminais rodoviários aguardando posicionamento do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT). Os ônibus estão paralisados por tempo indeterminado.

De acordo com pessoas ligadas ao setor, ainda não há rota alternativa estabelecida pelo DNIT, muito menos nenhuma estratégia montada para amenizar o problema. Enquanto isso não acontece, a espinha dorsal de Rondônia permanece paralisada por tempo indeterminado.

Profissionais e servidores que estão na capital em tratamento de saúde ou a trabalho confirmaram estar “ilhados” porque não há outro caminho – até então – para superar o percalço.

ROTA DURA

Em contato com a empresa de transportes Eucatur, a equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica foi informada que os veículos da empresa irão percorrer um caminho alternativo que aumenta o deslocamento até Vilhena, por exemplo, em 200 quilômetros.

De acordo com pessoas ligadas à empresa, haverá uma baldeação passando pelo município de Machadinho e de lá fazem o retorno para a BR. Parte dos caminhões que estão trabalhando na escoação as soja também estão fazendo o percurso, que tem um trecho sem asfalto. O caminho alternativo, no entanto, pode não ser uma rota estável.

A equipe de reportagem deste site entrou em contato com colaboradores em Machadinho que confirmaram que na região também está chovendo muito, e um aumento do fluxo de veículos pode resultar em danos significativos à estrada e até mesmo a geração de atoleiros.

O grande volume de chuva que caiu na região de Jaru nesta quarta-feira, 6, influenciou no nível do rio. Ao transbordar, acabou levando a “cabeça” de uma ponte que fica a cerca de 40 quilômetros do município de Jaru.  

Foto: Wylker Garcez