PV pode se tornar uma das grandes lideranças político-partidária do Estado

Deputado em discurso nas comissões da ALE-RO

Deputado Luizinho Goebel é a maior estrela do partido e suas estratégias renderam vida longa – e muitos cargos – à legenda

O Partido Verde conquistou um espaço enorme no cenário político do Cone-sul de Rondônia. Liderado pelo deputado Luizinho Goebel, a legenda tem a partir desta semana, o comando de três prefeituras do extremo sul de Rondônia – Vilhena, sob o comando de Eduardo Japonês; Chupinguaia, sob os cuidados de Sheila Mosso, que mesmo migrando para o DEM, ainda mantem boas relações com o antigo grupo; e agora Cerejeiras, cuja vice-prefeita, Lisete Marth assumiu após renúncia de Airton Gomes (PP) na segunda-feira, 4.

Isso sem contar os vereadores da região. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) foram 12 eleitos pelo PV, sendo a maioria deles topo de lista dos mais votados da região sul do Estado.

A vice-prefeita, Lisete Marth assumiu após renúncia de Airton. Ela é do PV

Outro ponto marcado pelo partido foi a posse do novo presidente do poder legislativo de Vilhena, Ronildo Macedo. Ele já se posicionou como um dos maiores defensores do prefeito Eduardo Japonês – que foi gerado na política graças a visão do deputado Goebel – e vem fazendo o dever de casa partidário com muito afinco. Para ajudar Luizinho, lançou-se candidato a Deputado Federal. E a estratégia não estava completamente errada.

Tirando o “tsunami Bolsonaro”, que foi fator preponderante para desvios de votos, o PV tinha grandes chances de sair bem votado para o cargo, uma vez que Melki Donadon (PDT) tinha a insegurança jurídica de seu registro de candidatura em desfavor, e o Bolsonarista Evandro Padovani (PSL) não era tão popular dentro da comunidade política da região.

Japonês foi gerado por Goebel e deve sua candidatura ao deputado estadual

No “vai que cola”, Ronildo poderia ter saído eleito, ou muito bem votado a ponto de se consolidar como outra liderança do partido. Seu discurso elogioso aos membros do PV demonstra que a aliança do grupo está cada vez mais consolidada e que ele não desistiu de se firmar como “cabeça”, ou pelo menos membro de fundamental importância.

O PV tem, ainda, os vereadores França Silva e Wilson Tabalipa na casa de leis em Vilhena, que conseguem garantir aglomeração suficiente no poder legislativo para facilitar a vida de Japonês e da própria legenda.

Luizinho sobreviveu ao período Ivo Cassol (PP) em Rondônia, passou pelas gestões Confúcio Moura (MDB) sem se chamuscar e agora mostra toda habilidade política que tem consolidando suas bases nas regiões em que atua e mantendo uma aliança – ainda que tímida no início, mas com certeza muito proveitosa pra ele – junto ao Governo do Estado.

Macedo assumiu o comando da Câmara de Vereadores de Vilhena. Candidato a Federal, ele ainda pode ser uma das lideranças do partido

O PV está gozando de grande popularidade neste momento político. Não se envolveu em escândalos, não entrou na onda Bolsonarista e vem conseguindo equilibra-se muito bem dentro da esfera pública. As eleições estão se aproximando, mas nota-se que o partido está em fase de aquecimento. Nenhum fato desponta de modo que facilite uma opinião mais próxima da realidade para o futuro político do partido.

De acordo com o TRE-RO, a legenda fez 12 vereadores apenas no Cone-sul. A maioria foi topo de lista dos mais votados

O fato é que o PV sob os cuidados de Goebel foi muito bem. Está muito bem. Ainda que não tenha cargos de grande relevância, manteve-se sólido durante a maior crise política da história moderna do país. Se nenhum dirigente fizer caca, se o grupo continuar alinhado com as estratégias de Goebel, é bem possível que o PV se firme definitivamente como um partido equilibrado – que já é. Resta saber se o deputado vai conseguir manter todo mundo dentro de seu quadrado no que diz respeito à estratégia, uma vez que agora muita gente tem poder nas mãos.