Reajuste de energia volta à pauta com muito mais reclamações

Deputado Jean de Oliveira retomou a discussão na ALE-RO

Energisa – nova concessionária que administra a Ceron – é tida como o pivô de toda a crise. Deputados engrossam os ataques

Na sessão ordinária desta terça-feira (26), o deputado Jean de Oliveira (MDB) fez uso da tribuna para manifestar sua insatisfação com a empresa Energisa. Jean relatou que esteve em Brasília com outros parlamentares em reunião com o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, para exigir o fim do reajuste abusivo das tarifas de energia em Rondônia, autorizado pela Aneel.

“Nossa viagem foi amplamente divulgada, pelas nossas redes sociais e site institucional e com isso recebi muitas reclamações, principalmente dos moradores de Alta Floresta do Oeste, que pagam caro por um serviço de péssima qualidade”, afirmou Jean.

Segundo o deputado, há anos o município de Alta Floresta do Oeste enfrenta dificuldades com a qualidade da energia elétrica e por diversas vezes tentou intervir pelo município através de reuniões e audiências públicas, contudo, parece que com a privatização, todo seu esforço foi perdido.

“A Eletrobras não era lá essas coisas, prestava um serviço mediano, mas era acessível, conversava e pelo menos tentava sanar nossos problemas, a Energisa não atende e ainda aumentou a tarifa de energia”, protestou o parlamentar.

Segundo Jean, a Eletrobras iniciou a obra da nova linha de transmissão de energia elétrica para atender os municípios de Santa Luzia e Alta Floresta do Oeste, mas, não concluiu. “A Energisa deveria cumprir os compromissos assumidos pela Eletrobras, contudo, até o momento ela não se manifestou”, disse Oliveira.

O deputado Jair Montes (PTC), parabenizou o discurso do colega e a preocupação de Jean de Oliveira e apontou que Rondônia se tornou uma barriga de aluguel para os demais Estados, pois gera energia e manda para os outros e no final, a conta fica para os rondonienses.

“Hoje em dia ou você come ou você paga a conta de energia. Pelo que estou vendo, não nada vai ser resolvida e já se fala em um reajuste nacional, não sabemos onde vamos parar. Precisamos encontrar uma forma de dar trabalho para eles”, sugere Montes.