Politicagem e mais do mesmo: o povo ainda não sentiu a mudança na política rondoniense

Enquanto o preço da energia sobe mais que o nível da água, classe política se preocupa com publicações em redes sociais e discursos vazios, com pouco resultado efetivo

VAI CONTINUAR

Foto: ilustração

Um dos assuntos que está em pauta e que vem gerando muita discussão é o reajuste na tarifa de energia elétrica no estado de Rondônia. O bicho pegou pro lado da população e a classe política mais uma vez está faturando alto com o arroxo tributário sobre o contribuinte. No final do primeiro mês de reajuste, o que se viu foi muitas lives no Facebook, postagens registrando reuniões e muita diária pra tentar reverter a situação. O segundo mês está chegando e pelo visto o rondoniense terá que se contentar com o aumento.

É muito provável que o reajuste da tarifa seja mantido. O governo não pode abrir mão de receita – está na lei – e ainda que pudesse, não há interesse nenhum da parte do próprio governo fazer isso. Sabe por que? Porque é justamente ele mesmo – o governo – quem mais está ganhando com tudo isso. É muito mais dinheiro entrando para os cofres públicos. A crise pegou todo mundo, e o governo não vai se importar que você passe calor pra que ele tenha um refresco nas contas.

AUXÍLIO POLITICAGEM

Foto: Reprodução/Facebook

O deputado federal Léo Moraes (Podemos) anunciou nas suas redes sociais que vai abrir mão do auxílio-mudança que tem direito como deputado federal. Mas ao invés de devolver o recurso à Câmara dos Deputados, ele disse que irá doar o dinheiro para instituições de caridade. Muito embora seja nobre a causa (mas bem politiqueira) resta saber se há legalidade, uma vez que o nome do recurso é “auxílio mudança” e não “auxílio politicagem”.

Quem quer ajudar instituições de caridade simplesmente ajuda e pronto: sem alarde, sem manchetes e holofotes. É uma demagogia de todo tamanho anunciar renúncia de benesses quando ainda se tem outros auxílios ofensivos ao contribuinte. Pegou muito mal para o deputado, que está embarcando na onda do “oba, oba” sem necessidade.

CADÊ O HOMEM?

Foto: Notícias RO

Já concluindo seu segundo mês de mandato, o governador de Rondônia Marcos Rocha (PSL) ainda não deu as caras no interior. Grande utilizador das redes sociais, Rocha apresenta registros constantes em audiências em Brasília, mas até agora mantém-se afastado da população. Quem está fazendo as vezes de chanceler do governo no interior é o vice, Zé Jodan (PSL). Ele está averiguando in loco os problemas das comunidades, ouvindo as pessoas e tentando levar soluções governamentais. O problema é que Jodan é o vice. O homem da caneta é o governador Marcos Rocha. Em que pese o fato de ambos estarem em sintonia, as decisões cabem a Marcos Rocha. Nesta primeira fase, a estratégia está funcionando, é verdade. Mas na política a estabilidade é como mandato: parece infinita, mas acaba rápido.

MUNDO D´ÁGUA

Foto: Reprodução

As chuvas vêm causando verdadeiros transtornos aos produtores e moradores das linhas rurais de Rondônia. Diversas pontes foram cobertas pela cheia, a região norte do estado está tomada pela água e em alguns casos estradas foram danificadas a ponto de prejudicar o escoamento da produção de grãos e demais culturas que fomentam o agronegócio e a economia rondoniense. Está chovendo muito, é fato. Mas todo volume de água vem demonstrando que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) está defasado e precisa de maquinário e mais estrutura para poder atender não apenas de forma paliativa, mas preventiva de modo que as estradas possam resistir ao período de chuva.