Secretário apresenta estoque de luvas regularizado e diz que não falta medicamentos no hospital de Vilhena

Luvas estão na farmácia da unidade

Afonso Emerick convidou a equipe de reportagem para visitar a farmácia do Regional

O titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) do Município de Vilhena, Afonso Emerick, convidou a equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica na manhã desta segunda-feira, 4, para ir à farmácia do Hospital Regional e conhecer o estoque de medicamentos que há no local. O secretário apresentou os responsáveis pela unidade que mostraram estoques de luvas de vários tamanhos (P, M e G) além de gelcos de vários tamanhos, sondas variadas e medicamentos.

Afonso disse que irá instaurar uma sindicância para apurar a informação de que na unidade profissionais da área de saúde utilizaram luvas vencidas. “É muito difícil isso ter acontecido, mas mesmo assim vamos abrir uma sindicância para saber o que aconteceu de fato”, garantiu. O titular da Semus disse que não descarta a possibilidade de uma caixa ter sido “implantada” no hospital apenas com o intuito de prejudicar a administração.

Tamanhos P, M e G estão disponíveis aos profissionais

O chefe da saúde municipal de Vilhena relatou, ainda, que sobre a falta do medicamento Noradrenalina a lacuna fora preenchida com a parceria do município de Cerejeiras. “Abastecemos o estoque rapidamente. Não chegou a faltar o medicamento para os pacientes”, informou. O secretário relatou que é natural haver falta de medicamento – neste caso ele não está errado, uma vez que as compras são feitas através de processo licitatório e a empresa vencedora pode, além de atrasar a entrega, simplesmente não ter os medicamentos para entregar em tempo hábil – mas que ele e sua equipe estão empenhados para que as reposições sejam feitas de forma célere.

Em conversa com a equipe de reportagem, o secretário reclamou de um problema que há tempos preocupa os administradores de Vilhena no que diz respeito à saúde pública: o excesso de pacientes de outras regiões. O secretário relatou que em apenas um dia 13 crianças nasceram no hospital, e que em apenas um dia haviam 250 pessoas internadas na unidade. Em que pese o fato de ser obrigação do município prestar auxílio de saúde a quem quer que seja, o município de Vilhena recolhe impostos para atender uma população de quase 100 mil habitantes – correspondente à quantidade de moradores vilhenenses – mas atende todo o Cone-sul do estado, além do noroeste do Mato-grosso.