Dia das mulheres também é dia de debate; confira

No dia das mulheres, o site Gazeta Amazônica retoma a homenagem a elas apresentando a colunista Aisla Carvalho, advogada criminalista que vem trabalhando pela desmistificação do universo criminal. A doutora Aisla também é coautora da obra “Mulheres da Advocacia Criminal”. Confira:

Outro dia me perguntaram por que havia escolhido “defender bandido”. Outrora foi uma Colega de trabalho; Ao tempo que me parabenizava por uma absolvição, questionava se não me sentia culpada em ter “libertado um bandido”.

Por pensamentos assim, percebo a humanidade cada dia mais insensível à dor do outro. Ainda mais quando “esse outro”, transgrediu uma regra penal.Como se todos pudessem atirar pedras, com a certeza de que não possuem teto de vidro. De que não é transgressor de regras.

Esquecem que semana passada atravessou o sinal vermelho, não devolveu o troco a maior que recebeu, dirigiu sem cinto de segurança, deu um “jeitinho” de burlar a fila, ingeriu bebida alcóolica e atropelou um ciclista… eteceteras e tal.

Não se trata de maior ou menor transgressão, e sim de acreditar – cegamente – que o outro é pior, e não merece nossa compaixão, nosso perdão, uma absolvição, ou a oportunidade de “pagar” por seu erro.

Crucifique-o! Assim como decidiu o povo ao escolher por Jesus!

E partindo do princípio que “bandido bom, é bandido morto”, deixe que almoce comida estragada. Que passe frio. Que seja torturado. Que não tenha atendimento médico.

Tire sua liberdade, sua dignidade. Mantenha-o sob condições insalubres, desumanas, vivendo tal qual o cão vira-lata de rua. Afinal, é como o transgressor de uma regra merece passar o resto dos seus dias, não é mesmo?!

Mas cuidado com o que deseja! Amanhã pode ser você! Pode ser um parente. Pode ser um filho seu.

Em janeiro, o Brasil assistiu à luta de um pai em provar a inocência do filho, preso por ter sido reconhecido como aquele que atirou no jovem universitário.

Dias depois, a prisão do verdadeiro culpado.

Nada irá apagar daquele, erroneamente acusado por ter ceifado a vida do estudante, as marcas deixadas pelos dias recluso.

Um sistema falho! Que tende a endurecer.

Mas a cada passo nessa minha jornada, me vejo mais ladeada de seres humanos bons, profissionais que acreditam – e lutam – por dias e condições melhores. Que se dedicam a trabalhar pela ressocialização, e nos fazem crer que sim, podemos esperançar.

O erro deve ser consertado. O doente, tratado. Não somos dignos de ditar a execução de ninguém.

Por certo, escolhemos por não corromper, mas não estamos livres de incorrer no que está ditado em lei como errado.

Entretanto, enquanto tratarmos o outro com desprezo, insignificância e ódio, perde a humanidade. Perdemos todos.

Repensemos sobre o que desejamos ao outro, e o que podemos fazer para tornar o Mundo melhor. Sejamos nós a mudança que buscamos.

Sobre a autora: Advogada Criminalista, Especialista em Direito Penal, Pós-graduanda em Tribunal do Júri e Presidente da Abracrim-RO

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