“Por que não entraram em greve no mês de outubro?” questiona Marcos Rocha sobre crise da Sejus

Durante entrevista, governador insinuou que agentes grevistas estão forçando a barra para que haja mortes dentro de presídio

Em entrevista durante sua passagem pelo município de São Miguel do Guaporé, o governador Marcos Rocha (PSL) deu uma entrevista a uma rádio local onde comentou sobre a greve dos agentes penitenciários que se arrasta há semanas.

O chefe do poder executivo descartou qualquer possibilidade de reajuste salarial à categoria e disse que se houve algum tipo de acordo entre executivo e servidores públicos, foi no passado quando não era governador.

Marcos Rocha disse, ainda, que já havia sido pressionado por líderes dos agentes e socioeducadores durante o segundo turno das eleições sobre reajuste salarial.

“Eles chegaram a anunciar possibilidade de greve naquele momento. Por que não entraram em greve no mês de outubro? Por que só agora?” questionou o governador.

Ainda durante sua fala, Marcos Rocha chegou a insinuar que o movimento grevista estaria forçando a barra para que haja mortes dentro dos presídios a fim de prejudicar o Estado de Rondônia.

O comentário surgiu por parte do próprio governador durante a entrevista sobre a participação da Polícia Militar (PM) na gestão das unidades prisionais em Rondônia.

Sobre o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) dos agentes, Marcos Rocha disse que o reajuste salarial é a última fase do plano.

“Não adianta forçar a barra. A população precisa do serviço de todos. Os agentes precisam dos agentes, mas não é causando mortes em presídios que vamos conseguir as coisas”, disse.

Sobre a legalidade da greve, Marcos Rocha declarou: “A justiça já declarou a greve ilegal por duas vezes, o supremo já disse que é ilegal, determinou multa àqueles que não estiverem dentro das unidades. Quero melhorar o salário, mas não de uma vez. O aumento proposto daria R$ 47 milhões a mais na folha”, declarou.