Secretário comemora ação de deputado que conseguiu pagamento de UTI em Vilhena

Unidade é a maior do extremo sul de Rondônia

Ezequiel Neiva solicitou celeridade no pagamento do repasse que estava atrasado há 13 meses; vereador apresentou a demanda

O titular da Secretaria Municipal de Saúde de Vilhena (Semus) Afonso Emerick anunciou nesta quinta-feira, 14, que o Governo do Estado de Rondônia, através do titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Fernando Rodrigues Máximo, pagou R$ 2.9 milhões do repasse atrasado referente ao custeio da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Vilhena.

A celeridade para pagamento do valor, no entanto, é de responsabilidade do deputado estadual Ezequiel Neiva (PTB) que foi informado acerca do problema pelo subtenente Suchi (Podemos) em Fevereiro deste ano. A saúde de Vilhena vem passando por um período tenso, envolto por cortinas de fumaça na tentativa de evitar que escândalos maiores cheguem ao conhecimento da sociedade.

O Município vinha arcando com as despesas referentes ao custeio da UTI, mas inúmeras reclamações dos próprios servidores apontam que o Hospital Regional de Vilhena vem passando por dificuldades em diversos setores. Com este repasse do governo do estado, a saúde de Vilhena passa agora a ter pelo menos R$ 4.4 milhões em conta. Isso porque o Município já tem R$ 1.5 milhão parado na conta que deve ser utilizado para aquisição de um tomógrafo e o restante é oriundo deste pagamento do Governo do Estado.

A secretaria de saúde vai recomeçar o processo para a compra do aparelho e ainda não se sabe quanto tempo vai levar pra que comece atender a comunidade.

O secretário de saúde Afonso Emerick está indo para o sétimo o mês à frente da Semus e até agora continua patinando e não consegue fazer o setor caminhar. O prefeito Eduardo Japonês (PV) comprou a briga do secretário e afrontou a justiça ao nomear Afonso mesmo quando o Ministério Público (MP) recomendou o contrário.

Ainda que esse dinheiro repassado pelo Estado esteja em conta é possível que haja pouco reflexo dentro da administração da saúde pública municipal. Se o exemplo da aquisição do tomógrafo for levado em consideração, não se sabe ao certo quando a saúde vilhenense estará estruturada novamente.

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