Socioeducadores engrossam movimento grevista da Sejus

Manifestantes em frente a unidade em Ji-Paraná

Grevistas afirmam que governador não tem cumprido acordos feitos pelo Executivo

O Sindicato dos Agentes Penitenciários, Agentes de Segurança Socioeducativos, Técnicos Penitenciários e Agentes Administrativos Penitenciários do Estado de Rondônia (Singeperon) confirmou nessa semana que a greve dos servidores do sistema continua firme em todas as unidades do Estado de Rondônia. Nesta quinta-feira, 14, agentes socioeducadores confirmaram adesão ao movimento grevista.

À imprensa, representantes do sindicato relembraram que os servidores estão sem reajuste salarial há seis anos e acusaram o atual governador, Marcos Rocha (PSL) de não cumprir um acordo feito entre a categoria e o então governador Daniel Pereira (PSB) – representante do Poder Executivo rondoniense à época – de recomposição salarial. O acordo foi firmado em julho do ano passado e abrangia servidores da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativos (Fease).

Ainda de acordo com representantes do Singeperon, Marcos Rocha não tem cumprido o que fora prometido em campanha que era valorizar os servidores da segurança pública. Nesta quinta-feira, há vídeos feitos por agentes socioeducadores circulando pelas redes sociais mostrando viaturas da Polícia Militar (PM) e Bombeiros entrando na unidade de Ji-Paraná. Segundo os servidores da Sejus, essa atitude tomada pelo Executivo é inconstitucional.

O movimento socioeducador enfatiza, ainda, que a greve não é ilegal porque estão cumprindo as exigências estipuladas pela legislação. Por WhatsApp a titular da Secretaria de Estado da Justiça, Etelvina Rocha relatou que o governo sempre esteve aberto a negociação. Um dos contra-argumentos dos grevistas é que de o Governador Marcos Rocha ainda não se posicionou com relação às exigências estipuladas pelos servidores.

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