Prefeitura fala em cultura do desperdício de água; mas não apresenta sequer uma ideia para sanar problema

Jato chega a 1,5 metro; água jorra por horas

Chefe da autarquia é servidor de carreira e foi empossado com a justificativa de que quebraria velhos hábitos de gestão

Em resposta à matéria publicada pelo site Gazeta Amazônica, a prefeitura de Vilhena fez uma postagem em suas redes sociais para informar à população que o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Vilhena estará desperdiçando água em cinco pontos da cidade.

Em nota, o município disse que a operação se trata de uma limpeza para “liberar a água e as impurezas dentro do encanamento”, segundo relata o próprio texto veiculado.

Na nota, a prefeitura de Vilhena pede para a população não se preocupar, pois o procedimento “é pra garantir a qualidade da sua água e a segurança da sua família”, discorre a nota que não foi assinada por ninguém.

Ainda de acordo com o material institucional, o procedimento também serve para acabar com bolsões de ar ou excessos (mesmo não havendo precisão se há ou não) de cloro na água.

A prefeitura reconheceu que que nas cinco regiões onde há o desperdício, a rede foi contaminada por sujeiras, ferrugem ou algas. A saída então, segundo a nota, é jogar toda essa água fora (depois de todo processo de coleta e tratamento) para que a sujeira não cheque às torneiras do contribuinte.

A prefeitura reitera, ainda, que este procedimento sempre foi realizado. Como diz o presidente Jair Bolsonaro (PSL), “talkei!” Até aí tudo bem.

O problema é a incoerência prefeito Eduardo Japonês (PV) e sua equipe: o chefe do executivo municipal é do Partido Verde, uma legenda que tem como mote a preservação e defesa do meio ambiente, e bem no dia mundial da água – quando deveriam discutir boas saídas para a utilização consciente do recurso – resolve abrir as torneiras do SAAE para jogar milhares de litros de água fora.

Outra grande incoerência é a postura do prefeito e sua equipe: o grupo de Japonês sempre pregou mudanças, defendeu novas posturas administrativas, mas não faz absolutamente nada pra coloca-las em prática.

Preferem manterem-se na mesmice alegando “que tudo já estava assim quando chegaram”, talvez seja o motivo de tanta inércia da atual gestão.

Continuando a lista de incoerências, vale destacar a insensatez do SAAE: uma autarquia que tem caminhões pipas e deveria ser defensora da preservação da água, prefere jogar fora milhares de litros ao invés de utilizar para outras finalidades como, por exemplo, destiná-la às escolas para limpeza de pátios, bem como para irrigação de plantas (afinal de contas o prefeito é do PV e deveria – pelo menos é essa a ideologia do partido – dar exemplos de cuidados com o meio ambiente, além do que jardinagem também deixa a cidade bonita) ou para qualquer outro fim que não seja necessariamente a distribuição aos contribuintes. Que haja pelo menos a tentativa de utilizar com sabedoria o recurso hídrico. Nem ideias propuseram ainda.

Autarquia pede que população não desperdice água, mas ela mesma não segue sua orientação // foto: reprodução Instagran

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) realizou nesta sexta-feira, 22, atividades com as crianças referentes ao dia da água e a meta é conscientizá-las quanto a necessidade de não desperdiçar água.

Muito bem: um braço do município defende zelo, o outro abre a torneira para jorrar incoerência com a desculpa de continuidade de uma cultura que já vem errada de anos. Não há a menor lógica nisso.

Não há a menor lógica, também, o próprio SAAE fazer campanhas de conscientização contra o desperdício quando a própria autarquia é promotora de um explícito, socialmente ofensivo e oneroso ato de dilapidação de recurso hídrico.

No saldo geral do assunto o SAAE sempre jogou milhares de litros de água no lixo. O atual chefe da autarquia, Maciel Wobeto, que é servidor de carreira tem a oportunidade de mudar uma cultura que gera prejuízos ambientais e econômicos à autarquia, ao município e à sociedade, mas, assim como o prefeito, prefere dar de ombros aos problemas e evita a mudança com a desculpa de que as coisas sempre foram assim, logo não há motivos para mudar.

Se esta é a única saída para limpar o encanamento, que haja uma solução para ao menos utilizar com sabedoria a água desperdiçada. Quem prega e diz que vai fazer mudanças não pode se apegar a problemas antigos como desculpa.

Continuar no erro quando se tem a oportunidade de mudar é exatamente contra o que Japonês defendia em campanha. Estão, como dizem por aí, com a faca e o queijo na mão. Só não fazem diferente se não quiserem.

Japonês e sua equipe precisaram mais uma vez serem expostos para prestarem contas à sociedade vilhenense de suas (pouquíssimas) ações. A nota veiculada fora publicada após reportagem do site Gazeta Amazônica para amenizar mais um exemplo de gestão de baixo desempenho. Esta página eletrônica sempre dará espaço para a divergência de opinião. Os citados no texto têm espaço para apresentarem (caso queiram) suas versões.

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