Sindsul defendeu o aumento do IPTU em troca do plano de salários que agora arrisca não ser implementado

Em um cenário de contenção de gastos, a administração pública tem que ponderar as opções, buscar sempre fazer “mais com menos”

A possível frustração de receitas em virtude do mandato de segurança impetrado pelo promotor de justiça Paulo Fernando Lermen, e que, ao ser apreciado pelo poder judiciário teve provimento para que não prevaleça o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) face ao descumprimento da noventena, poderá ter mais reflexos.

Então candidato a prefeitura, Eduardo Japonês (PV) visitou o Sindsul no dia 18 de maio de 2018, ouviu as demandas da classe, fez compromissos de atendê-las. Entre as demandas estava a do plano de carreira e cargos da classe.

Vitorioso no pleito suplementar de 2018, Japonês já como prefeito se reuniu com a categoria e alegou a questão orçamentária e que em 2019 honraria os compromissos.

Em Dezembro de 2018 nas vésperas da votação do famigerado aumento do IPTU, aparenta que houve um condicionamento para a implantação dos planos de carreira.

Intrigante que as lideranças do Sindsul e muitos servidores públicos municipais foram para Câmara de vereadores na sessão para deliberar o aumento do tributo, inclusive erguiam cartazes a favor do aumento.

Considerando que prevaleça a decisão da justiça de Vilhena em não cobrar o aumento do IPTU, pode estar em risco o plano de carreira dos servidores municipais, uma vez que as justificativas para o aumento do imposto seriam o Plano de Carreira para a Classe e obras de infraestrutura para a cidade.

O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, Paulo Curi Neto em 27 de março de 2019 deixou uma lição de gestão pública ao prefeito que merece rememorar:

Em um cenário de contenção de gastos a Administração Pública tem
que ponderar as opções, buscar sempre fazer “mais com menos”.

Como vilhenenses a torcida é que o prefeito aprenda rápido esta lição, para que as melhorias possam vir sem exorbitantes aumento nos impostos. Que o prefeito faça um plano de carreira cargos e salários que corrija as distorções.

Não é possível, médicos, auxiliares e técnicos em enfermagem permanecerem com vencimentos achatados, enquanto alguns muito ganham mais que o prefeito. Precisa haver austeridade no trato da coisa pública, é necessário modernizar a gestão para administrar com o que arrecada.

Foto: Extra de Rondônia