Vereador pede exoneração de Afonso Emerick da secretaria de saúde

Subtenente Suchi disse que atual secretário não consegue gerenciar a pasta

Depois da confirmação da saída do secretário municipal de educação, Clésio Almeida, o subtenente Suchi (Podemos) subiu o tom contra o secretário de saúde, Afonso Emerick, durante a sessão da noite desta terça-feira, 9.

Ao melhor estilo Suchi, o parlamenta foi direto ao dizer que Afonso precisa ser substituído porque não está conseguindo desempenhar suas funções.

Em conversa com a equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica, o subtenente explicou disse que não tem mais como esperar, principalmente se tratando de uma pasta tão importante.

Suchi confirmou o que estava sendo ventilado pelos bastidores da política municipal: “Eu realmente disse ao próprio Afonso que ele precisava ser exonerado do cargo porque não está dando certo. Em reunião com o prefeito disse a mesma coisa”, relatou.

Após as críticas, a base aliada do prefeito Eduardo Japonês (PV) na casa de leis foi em defesa do executivo. O presidente da Câmara de Vereadores, Ronildo Macedo (PV) pediu calma e defendeu o secretário.

Na tentativa de desarticular o discurso ácido de Suchi, Macedo chegou a dizer que, se não estava enganado, o subtenente teria dito na tribuna que daria o prazo de um ano para que o prefeito pudesse colocar a saúde nos trilhos, o que foi negado por Suchi.

A vereadora Leninha do Povo (PTB) pediu a palavra para dizer que só tem a agradecer ao prefeito e ao secretário porque estão trabalhando para estruturar o setor.

Mesmo contando com a maioria na câmara de vereadores, o prefeito Eduardo Japonês vem enfrentando dificuldades na saúde pública de Vilhena.

O setor vem apresentando falhas de gestão e o secretário Afonso patina mais que caminhão carregado na subida desde que assumiu o comando da pasta.

A nomeação do secretário de saúde já começou atravessada. O Ministério Público (MP) de Rolim de Moura, sugeriu ao prefeito da cidade da zona da mata que não homologasse a contratação do secretário tendo em vista o fato de que ele tem problemas com a justiça. Fato que lançou dúvidas se ele poderia ou não ser nomeado em Vilhena, para diminuir os riscos, o Prefeito Eduardo Japonês tentou flexibilizar a lei da ficha limpa. Após manifestações de repúdio a tentativa, inclusive da vice prefeita, o projeto foi retirado e a nomeação de Afonso Mantida com nuvens pairando ainda se é legal ou não.

O pedido não foi levado em conta por Eduardo. De lá pra cá, restou ao prefeito administrar diversas crises no setor e ter que engolir a população apresentando as falhas da saúde municipal nos mais variados veículos de comunicação.

A equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica conversou com alguns membros do Executivo Municipal e, até o fechamento desta matéria, não havia confirmação se Afonso será, ou não, exonerado.

Fontes desta página eletrônica garantiram, no entanto, que o secretário de saúde deixou o prefeito confortável para tomar a decisão colocando seu cargo à disposição caso fosse necessário.