Qual é a contribuição da genética para o seu sobrepeso?

Anotar seus hábitos para fazer uma autoavaliação pode te render resultados incríveis

Atendo muitas pessoas que mencionam estar com hipercolesterolemia por ser genética; estar com glicemia em jejum a cima do normal e dizer que é genética. “Gordura no fígado” também é genética. Enfim… até estar acima do peso é considerado um fator genético. Mas será?

Grande parte dessas pessoas têm hábitos alimentares semelhantes: comem frutas menos de três vezes na semana. Mesmo comendo legumes e verduras todos os dias, acabam ingerindo frituras pelo menos duas vezes na semana.

Isso sem contar que tomam café com açúcar todos os dias e comem bolachas e pães praticamente todos os dias, consomem embutidos toda semana, bebem refrigerante pelo menos uma vez na semana, tomam menos de dois litros de água diariamente e ao longo da semana ingerem gorduras boas por no máximo três vezes.

Outro fator é a falta de exercícios. Os relatos dão conta que as pessoas praticam atividades físicas no máximo três vezes na semana. Todas essas informações eu ouço no consultório, na rotina postada nas redes sociais, das pessoas ao meu redor.

Será mesmo que as alterações nos resultados dos exames são genética? Por que as pessoas não conseguem fazer uma autoanálise e perceber que seus hábitos alimentares não irão convergir a um bom resultado?

Para que fique claro, hábitos saudáveis é um composto de ações: comer bem, dormir bem, praticar exercícios. Adotando essas práticas, você já tem o básico para manter uma boa saúde e longevidade.

Repense seus hábitos, anote sua rotina, fotografe e depois se avalie. Doenças geradas pela falta desses hábitos estão litando hospitais. Podemos ser melhores e fazer um futuro melhor!

Fica a dica: 20% de você, é genética; 80% é o meio em que você vive.

Foto: Obvious