Emerick tenta jogar responsabilidade de neonatal na conta do Estado, mas secretário rebate e explica situação

Em sua fala, o secretário de saúde Afonso Emerick prega esperança que de o Governo do Estado irá assumir o comando da UTI, quando o máximo que pode acontecer é apenas uma parceria com o Município

O site Gazeta Amazônica entrou em contato com o secretário regional do Cone-sul Nilton Gomes para saber mais detalhes acerca da informação disseminada pelo titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de Vilhena, Afonso Emerick, sobre a transferência de responsabilidade da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Município para o Estado.

Nilton conversou com o titular da Secretaria do Estado da Saúde (Sesau), Fernando Rodrigues Máximo que foi enfático ao dizer que a história não é da forma como o Afonso Emerick está disseminando.

De acordo com o representante oficial do Governo do Estado no Cone-sul, a Sesau pode assumir parcialmente a UTI neonatal, contudo é necessário alguns fatores pra que isso aconteça.

Unidade foi doada ao Município

Primeiramente é preciso concluir todo o projeto para que seja feita uma pactuação, ou seja, uma parceria entre o Município de Vilhena e o Governo do Estado para que a unidade hospitalar seja parcialmente transferida para a responsabilidade do estado, notadamente os atendimentos mais complexos, que exigem atenção de fato do Governo do Estado.

Algo semelhante com o que acontece com a UTI do Hospital Regional. O estado encaminha um repasse para ajudar no custeio da unidade. Daí até o fato de o Governo de Rondônia assumir a gerência são outros 500.

Em vídeo institucional, Afonso Emerick não relatou em momento algum o fato de que a possibilidade de o Estado assumir tal responsabilidade seja apenas parcial. Afonso vem enfrentando sérios problemas no comando da pasta, como alguns escândalos e muitas reclamações acerca de inércia de sua gestão.