Subtenente Suchi ressalta a importância de dois cemitérios em Vilhena

Vereador em frente ao lote do município que cabe um novo cemitério público

Ele utiliza a sensatez ao defender a criação de uma área particular, mas também a manutenção de uma unidade pública

O subtenente Suchi (Podemos) esteve na Rádio Planalto na tarde desta terça-feira, 14, para comentar sobre a intenção da prefeitura de Vilhena em criar um cemitério particular (extinguindo o cemitério público) no município.

Suchi esteve acompanhado do empresário Nino Gouveia (Nino da funerária como é conhecido), que desde de 2005 vem fazendo alertas quanto ao esgotamento da capacidade do cemitério Cristo Rei, o único de Vilhena.

Suchi reapresentou a área da prefeitura, que fica ao lado da empresa Zoche Baterias, que se encaixa perfeitamente na necessidade do Município, e disse que o prefeito Eduardo Japonês (PV) e sua equipe sequer cogitaram abertamente a possibilidade de utilizá-la.

 Suchi se mostrou contrário ao posicionamento da prefeitura de acabar com o cemitério público e realizar a concessão de uma área privada. “Acredito que o melhor caminho é a prefeitura ter um cemitério público, mas abrir espaço para que um empresário faça um cemitério particular e quem tiver condições que utilize o espaço”, opinou.

Nino chamou a atenção para os valores que a população terá que pagar caso haja apenas cemitério privado no município. “Venho fazendo diversos estudos sobre o assunto. Na melhor das hipóteses, a família terá que pagar um salário mínimo por ano para manter o corpo de um ente sob os cuidados do cemitério particular”, alertou.

Quanto ao uso por parte de famílias de baixa-renda, o empresário do ramo explicou que apenas 10% da área será destinada à prefeitura. “Ainda assim, para que as famílias mais humildes possam enterrar seus entes, é preciso apresentar uma série de documentação para comprovar a renda familiar”, explica.

Nino ilustrou o assunto contando a história do músico carioca Evaldo Alves dos Santos, que foi fuzilado com mais de 80 tiros por um grupo de militares do Exército no começo de abril deste ano, no Rio de Janeiro. “O corpo do músico ficou 11 dias aguardando documentação da família pra somente depois disso ser enterrado”, exemplificou.