Parto normal ganha cada vez mais adeptos em Vilhena

Profissionais e o próprio SUS incentivam as mamães optarem pelo parto humanizado por conta dos benefícios que traz

Em que pese o fato de que o parto normal ainda seja abominado por muitas mulheres, ele aos poucos está retornando à cultura brasileira e já começa a ganhar adeptas em toda parte do país Mulheres famosas, pessoas de importantes da sociedade e até mesmo as políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS) já veem o parto normal como saída eficiente para a chegada de novos bebês.

Médicos estão se especializando na modalidade e já passam a incentivar suas pacientes a optarem pelo parto normal. O assunto está tão em alta que é comum pessoas especializarem-se em doulas, profissionais da área da saúde que realizam partos humanizados (como também são chamados os partos normais) nas residências das mães como modo de tornar o nascimento do filho algo mais especial ainda.

A equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica conversou com a Gestora de RH, Kamila Bagattoli Rodrigues, 32, mãe de três filhos. Ela ganhou o seu caçula há 26 dias através de parto normal por vontade própria. Kamila relata que a Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que este tipo de parto é o mais seguro porque, segundo seus estudos sobre o assunto, gera mais benefícios à mamãe e ao bebê justamente porque, segundo ela, o momento acontece quando o bebê está completamente formado, maduro, e isso reduz em muito as chances de complicações e internações na UTI neonatal.


“No meu primeiro parto não fui atrás de tanta informação, escolhi um médico que não me apoiou”

Kamila conta, ainda, que não apenas por isso decidiu optar por parto normal. “A mãe se recupera mais rápido, pois não passa por um processo cirúrgico que na maioria das vezes é desnecessário. Mesmo assim, o índice de partos normais ainda deixa a desejar no Brasil”, observa.

A gestora de RH diz que mais importante antes da escolha é justamente o processo de busca por informações. “No meu primeiro parto não fui atrás de tanta informação, escolhi um médico que não me apoiou, muito pelo contrário, sempre colocou empecilhos para o parto normal, inclusive chegou a falar que o ‘normal era a cesárea’, o que fez com que não obtivéssemos o apoio que precisávamos”, relembra.

Kamila conta que seu filho nasceu em uma véspera de feriado através de uma cesariana desnecessária. “Foi antes das 38 semanas de gestação porque o meu médico ia viajar. Sou muito frustrada com isso porque pela falta de informação e apoio não pude dar o melhor nascimento para este filho como pude dar para os outros”, conta.

A mãe de três filhos relata, ainda, que em seu último parto foi cercada de apoio pelos profissionais que lhe ajudaram. “Procurei o doutor Nilton Ramires que sempre me incentivou e esclareceu todas as minhas dúvidas com a verdade, agindo com ética e respeito pela minha decisão”, elogia. Ela conta que sua escolha pelo médico aconteceu por indicação de outras mães. “Me falaram sobre o quanto ele incentiva o parto normal, esclarecendo todos os benefícios. O doutor Nilton foi essencial para este momento ser perfeito”, comenta.


“Não apenas recomendo, como um dia pretendo trabalhar auxiliando outras mães a tomarem a decisão certa”

Mesmo fazendo todo seu pré-natal na pela iniciativa privada, Kamila acabou ganhando seu filho no Hospital Regional. Ela conta que o parto aconteceu lá pelo volume de plantões realizados pelo médico. “Sempre fui muito bem atendida por ele e por toda a equipe da obstetrícia. Durante as idas ao Regional, ficava conversando com as demais gestantes e todas elas falavam como respeitoso era o atendimento do doutor Nilton Ramires, o que me fez confiar ainda mais na minha escolha”, conta.

Questionada sobre sua opinião quanto ao parto humanizado, Kamila é enfática: “Não apenas recomendo, como um dia pretendo trabalhar auxiliando outras mães a tomarem a decisão certa”, diz.

Fotos: Álbum pessoal