Do erro à consumação da fraude: o “estelionato sexual” e as consequências enfrentadas pela vítima de psicopatas

Foto: Alto Astral

Pensava ela estar iniciando um relacionamento. Mas desconhecia o fato de que o parceiro tinha um gêmeo idêntico

Nem em seus piores pesadelos poderia imaginar ser vítima desses homens cruéis, que se intercalavam para, de maneira doentia, aproveitarem-se dela.

A psicopatia verificava-se quando há traços de alteração de personalidade

No caso, o histórico dos jovens revela traços de Psicopatia Perversa, que consiste em traços de alteração de comportamento.

 A “troca” é um ato perverso.

Empurrar a paternidade ao outro, é perverso.

Houve planejamento para todo o contexto judicial de negação de paternidade, o que é perverso.

Em um raciocínio fático insensato, age indiferente a todos os sentimentos dos terceiros envolvidos: “Te dou meu esperma, mas não quero o que você me deu (um filho)”.

Enquanto se divertiam, revezando-se a bel prazer, em absoluto desrespeito à jovem moça,  às leis, aos costumes, os irmãos sequer sentiram remorso ou culpa pelo comportamento torpe.

Mentirosos; bons “de lábia”; com egos inflados; irresponsáveis; incapazes de empatia; os psicopatas exploram a imperfeição de suas vítimas, como no caso, aproveitando do erro e da fragilidade por ser mulher.

Pouco importaram se em meio a tudo isso há uma mulher sentindo-se enganada, pequena, humilhada, e uma criança condenada a ter dois pais, cujos “pais”, nunca serão.

Os psicopatas, são dotados da arte da eloquência, e de uma personalidade fascinante para ludibriar. Conquistam a confiança em total ausência de caráter, sendo verdadeiros “experts” na arte de manipular.

A “troca” – ardilosa, manipuladora e perversa – vai além da arte psicopata de tentar induzir em erro. O Código penal prevê em seu art. 215, a conduta conhecida por “estelionato sexual”.

O delito reprime as condutas de ter conjunção carnal e/ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude. O meio para execução desse crime consiste no ato de induzir a vítima em erro, e aproveitar-se disso, manter com ela conjunção carnal, ou praticar ato libidinoso visando a satisfação da lasciva.

A fraude configura-se quando a vítima, diante de uma falsa percepção quanto à real identidade do agente, incorre em erro e relaciona-se (sexualmente), com pessoa diversa da que acreditava.

O caso tem indícios de transtorno de comportamento, que se comprova pelas irresponsabilidades dos atos praticados. Contido, gêmeos apresentando psicopatia, revela ser mais comum na sociedade, do que imaginamos. Certamente outras vítimas denunciantes surgirão.