UTI neonatal que custou R$ 2.5 milhões está sendo utilizada como depósito de camas velhas em Vilhena

Fotos: contribuição do internauta

Local foi entregue oficialmente ao município em fevereiro e até agora não atendeu uma criança sequer

A equipe de reportagem do site Gazeta Amazônica recebeu nesta semana algumas fotos que mostram a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional de Vilhena, obra executada pela Justiça do Trabalho e que custou R$ 2.5 milhões, sendo utilizada como depósito de camas e colchões velhos que foram utilizados na unidade de saúde, e substituídos por novos oriundos de emendas do deputado federal Expedito Netto (PSD).

A UTI foi oficialmente entregue à população de Vilhena em fevereiro deste ano e nunca foi utilizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus). O prefeito Eduardo Japonês (PV) e o titular da Semus, Afonso Emerick, querem que o Governo do Estado assuma a gestão da UTI, fato que até o fechamento desta edição não havia acontecido.

Um médico que trabalha no Hospital Regional, ouvido pela Gazeta Amazônica, disse que as dependências da UTI não podem receber esse tipo de equipamento. “Pode haver contaminação do local. Estamos falando de uma obra e equipamentos novos que não podem estar em contato com equipamentos velhos. Uma UTI não pode ser utilizada dessa forma”, disse o profissional que pediu sigilo para evitar represálias.

Técnicos ouvidos pelo site informaram, ainda, que alguns mobiliários da UTI neonatal foram remanejados para outros setores do hospital para suprir a demanda. Esta página eletrônica entrou em contato com o diretor do Regional, Faiçal Akkari para comentar sobre o assunto.

Ele não respondeu às mensagens encaminhadas através do aplicativo de relacionamentos WhatsApp. Ainda em tempo, o site deixa espaço para que os citados nesta matéria, caso queiram, se manifestem sobre o assunto.