Japonês usa de politicagem para tentar esconder crises em sua gestão

Prefeito não levou em consideração que ex-prefeita teve que pagar a folha da saúde e encargos atrasados - foto: Divulgação

“Economia” comemorada pelo prefeito tem mais característica eleitoreira do que gerencial

Encharcando a imprensa com informações a fim de encobrir a mais nova crise que se instaurou na saúde pública de Vilhena, o prefeito Eduardo Japonês (PV) tentou mostrar austeridade em sua gestão apresentando relatórios de gastos do primeiro quadrimestre do ano em relação à gestão da ex-prefeita Rosani Donadon (MDB).

O prefeito garante que economizou R$ 4 milhões em relação à antecessora, o problema é que ele não levou em consideração todos os fatos envolvidos antes de divulgar a informação.

Assim que Rosani assumiu o mandato, ela teve que arcar com a última folha de pagamento da saúde, antes de tomar posse, em sua totalidade; cerca de R$ 3 milhões, além dos encargos.

À época, foi necessário fazer uma renegociação com o Instituto Municipal da Previdência Social (IPMV) pois os repasses estavam atrasados há pelo menos quatro meses.

O Município precisou dar uma entrada, mais as parcelas e arcar com os juros pelos atrasos. Isso sem contar os repasses da contribuição das folhas subsequentes, também obrigatórias.

Ou seja: os juros acumulados sobre o atraso do repasse, mas os valores referentes aos encargos mensais, gerou um custo a mais ao município. Caso a prefeitura não quitasse esse débito, o município de Vilhena não teria certidões, fato que inviabilizaria a maioria das conquistas que o prefeito vem apresentando agora, uma vez que apenas está conduzindo projetos em execução pela prefeitura de Vilhena.