Laudos apontam que qualidade de água do Hospital Regional está “em xeque” há pelo menos um ano

Unidade é a maior do extremo sul de Rondônia

Reprodução de análises feitas pelo SAAE estão sendo disseminadas pelas redes sociais

A nova crise que se instaurou na saúde pública do município de Vilhena ganha novo capitulo. Desde a noite desta terça-feira, 12, os grupos de WhatsApp criados para o debate de pautas políticas estão proliferando imagens de laudos possivelmente emitidos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Vilhena acerca da qualidade da água que abastece o Hospital Regional.

De acordo com possível relatório (a folha em que consta as informações apresenta logomarca do SAAE e assinatura de um técnico responsável, porém sem o seu carimbo, o que é obrigatório para responsabilização do laudo) o SAAE atestou presença de coliformes gerais e fecais acima do permitido pela portaria do Ministério da Saúde número 2914 de 11 de dezembro de 2011.

A origem manancial, ou seja, o local onde foram coletadas as amostras é o poço que abastece a unidade. Nos dois possíveis relatórios, um datado de fevereiro de 2018 e o ouro de agosto do mesmo ano, a qualidade da água estava “em xeque”, e o SAAE estava de sobreaviso com relação ao assunto.

Na tarde desta terça-feira, 11, um grupo composto por membros do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) além da Vigilância Sanitária, esteve na unidade de saúde para coletar a água e averiguar a denúncia feita. O material está em análise e de acordo com o MPF, o resultado da perícia será divulgado até o fim desta quarta.